Investigados por divulgar fotos de mulheres no WhatsApp destruíram provas em tentativa de 'induzir a Justiça ao erro', diz MP
16/05/2026
(Foto: Reprodução) Investigado por divulgar fotos íntimas de mulheres no WhatsApp confessou crime pelo ChatGP
Pedro Guilherme Becker Soares, de 23 anos, e Matheus Terra Fabri, de 24, investigados por divulgar fotos íntimas de mulheres em um grupo de WhatsApp, destruíram provas em uma tentativa de induzir a Justiça ao erro, segundo denúncia do Ministério Público de Roraima. O amigo da dupla, Felipe Gaio de Matos, de 24 anos, também foi denunciado por divulgação de cena de nudez.
De acordo com o inquérito da Polícia Civil, diálogos recuperados do dia 10 de dezembro de 2024 — três dias após uma das vítimas confrontar Pedro Becker — mostram os suspeitos falando sobre apagar provas. Em uma das mensagens, Pedro escreveu: “Vou dar a limpa na minha galeria e resetar tudo”, enquanto Matheus respondeu: “Apaguei tudo já”.
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Pedro Guilherme Becker Soares, de 23 anos, e Matheus Terra Fabri, de 24.
Reprodução
O MP afirma que Pedro Becker “orquestrou uma fraude processual” com Matheus Terra, coordenando a destruição de dados, o que teria dificultado a identificação concreta do grupo pela polícia.
Durante a operação da Polícia Civil que cumpriu mandados de busca e apreensão contra os investigados e outros dois amigos, os agentes encontraram uma ficha manuscrita na mesa de estudos de Pedro Becker com orientações. Entre elas, havia a instrução: “Não falar sobre o grupo (integrantes)”.
“A investigação apontou que a prova material da existência do grupo e das interações entre seus membros foi severamente comprometida pela ação dolosa dos investigados principais (Pedro e Matheus)”, diz trecho da denúncia do MP.
Conversa entre Matheus e Pedro
Reprodução
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Investigado por divulgar fotos de mulheres no WhatsApp tinha mais de mil arquivos íntimos divididos em pastas com nomes das vítimas
Mais de mil arquivos íntimos de vítimas
Ainda segundo o MP, em uma conversa gravada por uma advogada que também é vítima do caso, Pedro afirmou que o grupo existia “há muito tempo” e que “nunca vazou” nenhum conteúdo íntimo.
Inicialmente, Pedro negou as acusações e tentou responsabilizar o melhor amigo, que não é investigado. Depois, admitiu ter compartilhado as imagens no grupo, mas alegou que o ambiente era “confiável”.
O inquérito da Polícia Civil aponta ainda que Pedro armazenava ao menos 1,1 mil arquivos íntimos de vítimas no celular, distribuídos em 10 pastas identificadas com os nomes das mulheres. A investigação também identificou que Pedro confessou os crimes em interações com o ChatGPT.
A delegada Carolina Huppes, no inquérito, classificou que a forma como Pedro agia revelou um padrão de comportamento “predatório” e “ardiloso”, voltado a violar a privacidade escolhida pelas vítimas.
Segundo a investigação, o suspeito recebia as fotos com visualização única e usava um segundo celular para gravar a tela e salvar os arquivos, que depois eram compartilhados com amigos.
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